Deixe a platéia falar: O que importa é estar na arena
Nas mentorias que faço, tenho notado que há um tema que sempre se repete: o medo do julgamento alheio. A real é que vivemos em um mundo onde as pessoas estão sempre prontas para apontar o dedo. Recentemente, com o crescimento das redes sociais, isso tem crescido de maneira exponencial, especialmente devido ao excesso de exposição que temos e ao fato de que muita gente mal informada e pouco capacitada ganhou uma chance de expor suas opiniões toscas e mal embasadas.
Cada decisão que tomamos, cada passo que damos, está sempre sob o escrutínio de alguém. Isso pode ser desanimador e, muitas vezes, nos levar a questionar se estamos no caminho certo. No entanto, a verdade é que nunca agradamos a todos. Portanto, se você será julgado de qualquer forma, é melhor, pelo menos, ser sincero consigo mesmo, e seguir o que você acredita ser o caminho correto.
Eu gosto muito de um discurso do Theodore Roosevelt chamado Citizenship in a Republic (república, aqui, no conceito aristotélico - mas isso vai ser papo para um outro post), que tem uma passagem que ficou conhecida como "Man in the Arena" - em que ele diz que a glória é de quem está na arena, e não de quem está na platéia apontando dedo. A verdade nua e crua, meus caros, é que a razão de alguém estar na platéia, é que muito provavelmente esse alguém não tem competência ou coragem para estar na arena. E se tem, seguramente essa pessoa não está apontando o dedo.
Uma história bem conhecida é a de Thomas Edison, que reconhecidamente falhou inúmeras vezes antes de inventar a lâmpada elétrica. Edison não se deixou abater pelos fracassos e críticas; ao contrário, ele os viu como oportunidades de aprendizado. Para ele, cada erro era um passo a mais em direção ao sucesso - quando perguntado sobre suas constantes falhas, disse: “Eu não fracassei 10.000 vezes - eu consegui encontrar 10.000 caminhos que não funcionam”. Seguramente, o autor da pergunta não construiu nada relevante na vida.
Outro exemplo inspirador é o de Steve Jobs, que foi demitido da Apple, a sua própria empresa, pelo CEO que ele mesmo contratou. Em vez de desistir, Jobs comprou a Pixar, a levou ao sucesso e, eventualmente, voltou à Apple para construir uma das mais bem sucedidas empresas da história. Recentemente, a Apple alcançou $3tri de market cap. Funny fact: o mesmo CEO que demitiu Jobs quase afundou a companhia. Ao voltar para a Apple, Jobs reestruturou toda a empresa e demitiu os diretores que o haviam apoiado sua saída anos antes. Alguns anos depois, Jobs foi considerado o melhor CEO do mundo.
Muitas vezes, somos desencorajados pelos críticos que nos rodeiam, mas precisamos lembrar que essas críticas vêm de um lugar de medo e insegurança. Via de regra, eles não têm a coragem de se arriscar para criar algo relevante, então tentam nos puxar para baixo para justificar sua própria inação e se sentirem menos medíocres. O importante é não tirar o olho da bola, e seguir nossos valores e objetivos, sabendo que a única opinião que realmente importa é a nossa.
Estar na arena significa aceitar a vulnerabilidade, abraçar a incerteza e estar disposto a falhar. Mas é também onde experimentamos o crescimento, aprendemos as lições mais valiosas e alcançamos nossas maiores conquistas. A verdadeira vitória não está apenas em vencer, mas em ter a coragem de lutar. Como disse Roosevelt, "o crédito pertence ao homem que está realmente na arena".
Portanto, ao enfrentarmos as críticas e julgamentos inevitáveis, lembremos que é melhor viver uma vida de coragem e autenticidade do que uma vida de medo e conformidade. Faça o que você acha correto, siga seus sonhos e esteja disposto a enfrentar os desafios. Afinal, artilheiro está preocupado em marcar gol - reclamar a gente deixa pra arquibancada.